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O maior programa de recuperação de bacia hidrográfica do mundo

Cooperação público-privada visa revitalização de áreas degradadas do Rio Araguaia, reflorestamento, conservação do solo e da água, desenvolvimento sustentável, com governança inovadora e ações participativas

O Programa Juntos pelo Araguaia (JPA) e seus mecanismos visam a melhoria da qualidade ambiental em prol da revitalização da Bacia Hidrográfica do Alto Rio Araguaia. Lançado em 05 de junho de 2019 pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado, a meta é promover o equilíbrio entre os valores ecológicos, econômicos e sociais associados às práticas de recomposição da vegetação e conservação de solo e água. A iniciativa contempla 16 municípios no Estado de Goiás.

 

A inovação do Juntos pelo Araguaia está marcada na ação conjunta, integradora, participativa, que se converte em ações regenerativas pelos beneficiários do programa. O JPA vai muito além de um simples programa de restauração ambiental. Ele visa capturar mentes e corações em favor do cerrado e da regeneração da natureza.

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Lançado em 05 de junho de 2019 pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado, o Programa Juntos pelo Araguaia (JPA) é uma cooperação público-privada que visa promover o equilíbrio entre os valores ecológicos, econômicos e sociais associados às práticas de recomposição da vegetação e conservação de solo e água

Na cooperação público-privada, o Governo do Estado de Goiás, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad-GO) é o curador técnico e institucional do Programa Juntos pelo Araguaia.

 

As instituições investidoras são as empresas Anglo American, Hypera Pharma, State Grid e Rumo Malha Central. A Pilar Gold Inc é agente de sustentabilidade. As instituições executoras são Instituto Espinhaço e STCP Engenharia de Projetos.

 

A rede de sinergia engloba a Universidade Federal de Viçosa (UFV), responsável pelos estudos científicos do programa, Universidade Federal de Goiás (UFG) e Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg)/Senar/Ifag/Sindicato Rural.

 

As prefeituras municipais de Aragarças, Bom Jardim de Goiás, Baliza, Piranhas, Santa Rita do Araguaia, Mineiros e Portelândia são as apoiadoras locais.

 

“Parceria entre muitas mãos - Governo de Goiás, iniciativa privada e instituições executoras - realizamos o maior programa em recuperação ambiental no mundo, e as equipes responsáveis se empenham para expandir as ações em campo e a conquista de novos investimentos”, destaca a secretária de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad-GO), Andréa Vulcanis.

Rio Araguaia desempenha papel fundamental na hidrografia e na ecologia do Cerrado, tem capacidade para abastecer o coração do Brasil

O Cerrado é o principal bioma do Brasil, um dos mais diversos e interessantes. Desempenha papel vital no equilíbrio ecológico e na preservação da biodiversidade.

A conservação desse bioma é essencial para a sustentabilidade ambiental, e o bem-estar das comunidades que dependem dele. É fundamental para o Brasil e o mundo.

O Cerrado e suas bacias hidrográficas, incluindo o Rio Araguaia, estão interligados com os sistemas hidrogeológicos da região.

As chuvas que ocorrem no Cerrado podem se infiltrar no solo e recarregar os lençóis aquíferos, o que contribui para a disponibilidade de água subterrânea em determinadas áreas.

Isso é particularmente importante em um bioma onde a estação seca pode ser longa, e as fontes de água superficiais podem ser escassas. Esse sistema tem capacidade para abastecer o coração do Brasil, o centro do país, em diversos Estados.

O Rio Araguaia desempenha um papel fundamental na hidrografia e na ecologia do Cerrado, além de ser um importante recurso natural e cultural para a região. Ele nasce em Goiás e deságua no Oceano Atlântico no Estado do Pará passando por boa parte da Amazônia Brasileira.

Bioma Cerrado abriga mais de 11 mil espécies de plantas nativas, e garante grande parte da água potável do Brasil

•  O bioma predominante em Goiás é o Cerrado, o segundo maior brasileiro em extensão, o mais rico em biodiversidade do mundo, com alto grau de endemismo.

•  Esse bioma abriga mais de 11 mil espécies de plantas nativas já catalogadas (MMA, 2018), além de 120 espécies de mamíferos, 800 de aves, 150 de répteis, mais de 300 de peixes.

•  As principais características são os grandes arbustos, as árvores esparsas de galhos retorcidos e raízes profundas.

•  Essa rica vegetação atua como esponjas. Contribui diretamente para recargas dos aquíferos localizados no Centro-Oeste brasileiro. E garante grande parte da água potável do Brasil!

•  Apesar da sua reconhecida importância para os mananciais, aquíferos e biodiversidade, o Cerrado é o bioma brasileiro que mais sofreu alterações pela ocupação humana.

•  A região ocupada por esse bioma é vista pelo setor agropecuário como estratégica na economia brasileira para expansão da fronteira de produção.

•  A região ocupada pelo bioma Cerrado responde por 60% da produção agrícola anual do Brasil. Isso ameaça a manutenção dos serviços ecossistêmicos prestados, como o auxílio para a infiltração de água no solo, regulação do clima e conservação do solo.

JPA é uma resposta às graves questões ambientais que persistem ao longo da Bacia Hidrográfica do Alto Rio Araguaia

•  Pesquisas completam 15 anos com dados preocupantes.

•  1998. Início das pesquisas: erosão hídrica intensa, do tipo voçoroca.

•  300 focos erosivos, sendo um quinto deles de grande porte, de 300 a 4 mil metros de ramo principal.

•  A maioria dos focos surgiu na década de 1980.

•  O desmatamento e as mudanças no uso do solo afetaram cerca de 70% da área de estudo.

•  O rebanho mostra um incremento na ordem de 400% nas últimas décadas.

As ações do Programa Juntos pelo Araguaia

•  Inovação em recomposição florestal.

•  Conservação de solo e água.

•  Engajamento social.

•  Enfrentamento dos efeitos das mudanças climáticas.

•  Desenvolvimento sustentável.

•  Fortalecimento das economias locais.

Intervenções propostas pelo JPA:

•  Mobilização social institucional com a comunidade, por meio de ações de educação ambiental na área de estudo.

•  Mobilização direta com o produtor rural, com visita à propriedade para identificação das áreas disponíveis.

•  Confecção de projeto individualizado, por propriedade, de recuperação ambiental e beneficiamento de uma área produtiva do território.

•  Implementação de unidades capazes de produzir cerca de 4 milhões de mudas por ano, com aproximadamente 80 espécies diferentes.

•  Captação dos locais para ações de regeneração natural, controle de invasoras, adensamento, enriquecimento, nucleação, semeadura direta, plantio de mudas em sistema agroflorestal.

•  Coleta de sementes em diferentes épocas, de modo a garantir a restauração das inúmeras paisagens via semeadura direta, de modo que esta não esteja centrada exclusivamente no estrato arbóreo, com rastreabilidade e georreferenciamento de matrizes.

•  Ações de conservação do solo, como a implantação de bacias de contenção de águas de chuva e de sedimentos, terraceamento de pastagens e de áreas agrícolas para o aumento da infiltração e o direcionamento de canais de escoamento superficial.

•  Recomposição florestal para isolamento e plantio de mudas em nascentes e matas ciliares que assumem caráter prioritário, tendo em vista que o fortalecimento da infraestrutura verde trará benefícios para os produtores rurais e para as populações dos municípios que dependem direta e indiretamente dos mananciais vinculados à Bacia Hidrográfica do Alto Rio Araguaia.

•  Monitoramento das ações de cobertura vegetal e de pegamento.

•  Monitoramento de conservação de solo e água, por meio de infiltrabilidade e umidade.

•  Monitoramento da água (vazão).

•  O cercamento é uma etapa imprescindível para obter bons resultados na recuperação com a recomposição da vegetação nativa da região selecionada (Cerrado).

•  É por meio desta ação que as mudas plantadas são protegidas. Impede-se os danos causados pelos animais de grande porte, bovinos e equinos, que possam adentrar as áreas.

•  O desenvolvimento de metodologia técnica e científica definiu as áreas prioritárias e para a execução das ações de recuperação ambiental em campo.

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